segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O UNIVERSO É UM HOLOGRAMA?

   No princípio não havia nada, de alguma maneira deste nada, saiu tudo. Deste vibrante nada... matéria, energia, espaço, tempo, consciência, mente, emergiram, saíram. Como é que algo tão inconsciente, como a matéria do cérebro, pode alguma vez dar lugar a algo tão imaterial como uma experiência? O medo dos físicos quânticos é o “Problema da medida”. O problema da medida é este: um átomo só aparece em um lugar se você mede ele, em outras palavras, um átomo é esparramado por todos os lados até que um observador consciente decide olhar ele. Assim o ato de medir ou observação cria o universo inteiro. Se só os seres conscientes podem ser observadores, então nós estamos interconectados intimamente à mesma existência da realidade. Sem nós haveria só esta superposição de possibilidades que se está expandindo, com nada definido nunca realmente acontecendo. Não são milhões e milhões de gotas de energia e luz, fótons e elétrons? 

   Eles compõem este mundo sólido tridimensional imaginário que não existe nada de acordo com a Relatividade ou a Mecânica Quântica. E toda vez que tentamos olhar além de um certo nível, o mesmo ato da observação muda a trajetória delas, e além disso, quanto mais você olha partículas individuais, mais você compreende que não há nenhuma tal coisa como um elétron. Um elétron ou qualquer partícula elementar só existe em relação a outras coisas, como são outras partículas ou o universo inteiro. Isso significa que quando você mergulha profundamente na natureza da matéria, tudo o que nós sabemos sobre o mundo cotidiano se dissolve. Não há nenhum objeto mais, há só relações. Não há nenhuma localização mais, não há nenhum tempo mais. Quanto mais você olha algo em detalhe, e o que nós pensamos ser matéria sólida, menos parece como sólida e começa a parecer. 

   As únicas realidades que conhecemos são aquelas que nosso cérebro fabrica. Um cérebro recebe milhões de sinais a cada minuto e nós os organizamos como hologramas que nós projetamos para fora de nós mesmos e chamamos de “realidade”. Se o córtex de cérebro também é um holograma tridimensional, e se hologramas bidimensionais constroem imagens tridimensionais, então, logo, resulta que hologramas tridimensionais reconstroem estes de quatro dimensões.


   Um holograma é uma metáfora. É o modo de tornar N dimensões e reduzi-las em N-1 dimensões. É um modo de relacionar os paradoxos que achamos em como fazer um salto deste conceito àquele conceito. As categorias conceituais, digo, as palavras que usamos para descrever a realidade, são fenômenos da nossa cabeça. Não estão “lá fora” e a maioria do tempo este é um jogo de palavras filosófico. Quando você entra na física quântica começa a ter reais efeitos e um desses é que foi descoberto que se você toma duas partículas subatômicas, como elétrons, em circunstancias quando nós fazemos algo a um, sempre afetará o outro não importa quanto aparte eles estão. Mas o que isso nos conta, é que uma vez que a matéria é unida fisicamente, até mesmo quando é separada depois, a energia continua lá os conectando. E isto é importante por que se nós regressarmos para bastante longe no tempo, todas as partículas e matéria deste universo inteiro que estão se expandindo, estavam todas entrelaçadas em uma única partícula quase do tamanho de uma ervilha. 

   É o que a ciência nos conta hoje, o que os modelos de computadores sugerem que se você pudesse entrar no universo hoje e poderia tomar todas as partículas de matéria e tomasse todo o espaço no meio, e reunisse isso tudo comprimindo, no tamanho de uma única ervilha, significa que nós éramos todos parte daquela mesma partícula que cria o universo inteiro hoje. E até mesmo que essas partículas estão agora, separadas, e expandindo, e estudos mostram que estão, energeticamente somos todos ainda unidos.

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