Teorias De Aldebarã
Teorias e explicações do universo em geral!
domingo, 15 de janeiro de 2017
O TEMPO NOS BURACOS NEGROS
Os buracos negros são corpos celestes com uma densidade praticamente infinita, logo, possuindo uma gravidade imensa. Todos os corpos celestes possuem massa e força gravitacional proporcional à ela. Devido a esta força que atrai objetos, dentro deste campo obviamente, os corpos possuem uma velocidade de escape, que é a velocidade necessária para escapar da atração gravitacional exercida sobre o mesmo. Pegando como exemplo o Planeta Terra, a velocidade necessária é aproximadamente 40000 km/h, ou seja, para lançar uma pedra ou um objeto qualquer, é preciso atingir essa velocidade, desconsiderando o atrito com o ar, para que ela saia de órbita. Já em Júpiter, essa velocidade é aproximadamente seis vezes maior, devido ao fato de possuir mais massa e, consequentemente, uma maior influência gravitacional. O sol, que possui mais de 30 mil vezes a massa da Terra, a força gravitacional é muito maior, sendo assim, a velocidade de escape também maior. Esta gravidade é tanta que os átomos de Hidrogênio se fundem, produzindo a luz e calor que recebemos aqui.
Estrelas mais massivas que o Sol podem formar corpos celestes com muito mais gravidade, e quando elas gastam todo o combustível, param de produzir o calor que mantem os átomos agitados e distantes, com isso, as camadas mais externas da estrela explodem resultando em um dos eventos mais brilhantes do universo, as supernovas. O núcleo restante é compactado, devido a força de atração da estrela. Com o objetivo de estabilizar as cargas, os prótons são fundidos nos próprios elétrons, formando a estrela de nêutrons. Mas em alguns casos, o núcleo não se estabiliza e continua a se compactar até formar uma singularidade. Um ponto no espaço que a densidade da matéria é considerada infinita, capaz de torcer o tecido do espaço tempo.
A gravidade na relatividade geral é um produto da curvatura do espaço-tempo, de modo que quando a estrela colapsa ela deforma o espaço-tempo e o buraco negro é o objeto formado de uma deformação tão grande que separa o espaço-tempo em duas regiões: uma externa que tem um comportamento de campo gravitacional normal, e uma interna onde o futuro fica eternamente confinado àquela região do espaço. Em outras palavras o buraco negro é uma região onde o futuro de tudo está contido dentro dele mesmo, de modo que nada pode escapar dele, afinal escapar significa que uma parte do seu futuro está do lado de fora. Chamado de buraco negro devido ao fato da velocidade de escape ser maior que a velocidade da luz e, já que nada se move mais rápido que a velocidade da luz, nada escapa de um buraco negro.
A matéria tem uma propriedade de dilatar o tempo conforme a quantidade de massa, Este fenômeno é chamado de dilatação temporal gravitacional. Quanto mais matéria, mais gravidade e quanto mais gravidade, mais devagar o tempo passa para o corpo mais próximo do centro gravitacional. Comparando novamente a Terra com o Sol, a Terra possui 1g de gravidade, pois ela é utilizada com referência para os demais astros, o Sol por ter mais massa, tem aproximadamente 27g. Isso significa que, se fosse possível colocar um relógio na superfície do sol e o comparar com um outro na superfície do nosso planeta, eles teriam uma defasagem aproximada de 0.2 segundos por dia. Outro exemplo comum são os satélites que orbitam a terra, como eles estão mais longe do centro de gravidade do planeta, eles também possuem defasagens em relação aos relógios da superfície, causando problemas no GPS, tendo que ser corrigidos constantemente. E este fenômeno’ é ainda mais absurdo quando se trata de buracos negros.
Usando como exemplo o filme “Interestelar”, o planeta que orbitava um buraco negro sofria uma dilatação de sete anos comparado a uma hora na Terra. Porém quando mais perto do seu horizonte de eventos, maior é esse efeito, como por exemplo, se passar um milhão de anos para o planeta que o orbita e apenas uma hora para quem está próximo ao horizonte. E quando se atravessa este horizonte, não possui mais volta para o exterior. Pois o tempo, em teoria, fica infinitamente lento. Basicamente, o que acontece dentro do horizonte de eventos não faz mais parte do tempo de quem está fora. Mesmo se fosse possível esperar a eternidade, a informação que está no buraco negro nunca vai chegar, está perdida para sempre.
domingo, 29 de maio de 2016
O PARADOXO DE OLBERS
Porque o céu é escuro a noite? Você pode achar que a
resposta é óbvia: o Sol.
Mas a única razão do céu ser azul durante o dia é a luz do
sol dispersa na atmosfera terrestre. Se a Terra não tivesse atmosfera, como na
Lua, o céu seria sempre escuro mesmo quando o Sol estivesse brilhando. Então,
vamos refazer a pergunta... porque o “espaço” é escuro?
Quero dizer, o “espaço” é cheio de estrelas, incontáveis
delas mais brilhantes que o Sol e dentro de um universo infinito não importa a
direção que você olhe. Então o universo deveria ser tão brilhante quanto o sol
durante o dia e noite. Mas como isso não ocorre, a escuridão da noite provém de
algo que está tão distante de nós como as estrelas e galáxias que a luz parou
de viajar...? Entre “alguma coisa” e o “nada”
limitados pela fronteira do universo? Não exatamente.
Todas as evidências dizem que o espaço não tem fronteira,
entretanto o universo possui. Não apenas uma fronteira espacial, mas uma
fronteira temporal também. Até onde sabemos, o universo teve um início, algo
que ocorreu a 13,7 bilhões de anos atrás, quando o universo era tão pequeno e
comprimido que se expandiu nos dando noção de espaço e tempo. E apenas por uma
questão de tempo, desde este pequeno início, significa que a luz de algumas
estrelas, que desenvolveram seu brilho em todas as direções, estão tão
distantes que ainda não tiveram tempo para nos alcançar. Exceto que o universo
não seja uma imensa tempestade, porque ainda esperamos ouvir os trovões dessas
estrelas distantes?
Sabendo que a luz leva um tempo para atravessar o universo,
quando apontamos os telescópios para algo realmente distante em fato o que
vemos é aquela parte do universo como ela era a algum tempo atrás. Então quando
vemos a luz de algo com 13,7 bilhões de anos, não é que não vemos as estrelas
só porque a luz delas não nos alcançou ainda. Não as vemos porque observamos uma
imagem antiga do universo, antes de qualquer estrela ser formada. Um Universo
sem estrelas! Essa é uma boa razão de porquê o céu parece ser escuro durante a
noite. Mas ele não é.
É verdade que podemos ver pontos escuros no céu passando
pelas demais estrelas, mesmo que apontemos os telescópios, passando pelas
estrelas mais antigas, ainda assim veríamos uma “luz”. Não luz de estrelas, mas
a luz que restou do “Big Bang” ou a radiação cósmica de fundo. Detectamos ela,
mais ou menos, de todas as direções formando um plano de fundo além das
estrelas. O céu noturno nunca foi escuro. Se o telescópio diz que o céu da
noite não é escuro, porque ele parece ser?
Quando o telescópio Hubble fotografou as distantes estrelas
da região do “campo extremo profundo”, ele tirou as fotos usando uma câmera infravermelha.
Por quê? As galáxias e as estrelas estão se distanciando por causa da expansão
do universo. Do mesmo jeito que um disco rodando bem lentamente e que aos
poucos vai parando, o efeito Doppler faz com que as estrelas que estão se
distanciando “se tornem vermelhas” e quando mais longe elas estiverem, mais
rápido se distanciarão e mais vermelhas irão “ficar” até que elas se tornem
infravermelhas. E ai não conseguiremos enxerga-las mais a olho nu. E esta é a
razão do porquê o céu parece escuro a noite.
Em suma, se vivemos em um universo imutável e
infinito, o céu inteiro deveria ser mais brilhante que o sol. Mas o céu é
escuro a noite porque o universo teve um início e arremessou as estrelas em
todas as direções. E o mais importante porque a luz das estrelas distantes, e mais
ainda da radiação cósmica de fundo, são desviadas do espectro visível por causa
da expansão do universo, simplesmente não podemos ver. E finalmente tivemos uma
“luz” sobre o porquê a noite é escura e porque ela também não é.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O ENTRELAÇAMENTO QUÂNTICO PERMITE TELETRANSPORTE?
A anos os humanos
vêm tentando explicar a natureza e seus fenômenos. Desenvolvendo assim, um
conjunto de leis que é chamado de Mecânica Clássica. Esta que possibilita
prever o comportamento das coisas com precisão. E tudo parecia fazer sentido,
até uns 100 anos atrás, quando cientistas estavam se esforçando para
compreender alguns comportamentos estranhos da luz. Por exemplo, o tipo de luz
emitido pelos gases quando são aquecidos em um tubo de vidro. Quando os
cientistas observaram essa luz através de um prisma, viram feixes de luz
distintas, linhas individuais e não o espectro contínuo de luz visível.
Uma explicação para
os misteriosos feixes de luz, veio de um grupo de cientistas radicais, que no
começo do século XX, estavam estudando a natureza fundamental do mundo físico.
Algumas das ideias mais surpreendentes vieram de Niels Bohr. Ele afirmou que,
quando o átomo é aquecido, os elétrons ficam agitados e pulam de uma orbita
fixa para outra. E quando o deslocamento é de uma órbita de maior energia para
uma de menor energia, o elétron emite energia na forma de luz com comprimentos
de ondas muito específicos. E por isso, os átomos emitem cores muito
especificas. É daí que veio a expressão “salto quântico”. Se não fosse por ele,
cada vez que um elétron se agitasse e sossegasse, ele emitiria apenas um borrão
de cores.
Toda matéria no
universo é composta por átomos e partículas subatômicas que são regidas pela
probabilidade e não pela certeza. A natureza é regida por uma teoria
inerentemente probabilística e isso vai contra a nossa intuição porque, de
fato, é difícil de se aceitar. Albert Einstein teve dificuldade em aceitar a
mecânica quântica. Ele não acreditava que a natureza fundamental da realidade
era determinada pelo acaso no nível mais profundo. Ele dizia, “Deus não joga
dados”. Mas muitos outros físicos, como Bohr, ficaram à vontade com a
probabilidade, pois as equações da mecânica quântica deram a eles o poder de
prever o comportamento de grupos de átomos e pequenas partículas com uma
precisão espantosa. Estes que possibilitaram a criação de lasers, transístores,
circuitos integrados e todo o campo da eletrônica. Mas apesar de tudo, a
mecânica quântica, continua sendo misteriosa. E ainda não somos capazes
responder questões básicas levantas por Einstein nos anos 20 e 30. Questões
envolvendo probabilidade e medição, o ato de observar. Para Bohr, a medição
muda tudo. Ele acreditava que antes que uma partícula fosse medida e observada,
suas características eram incertas. Um elétron na experiência da fenda dupla
por exemplo, antes que sua localização seja determinada, ele pode estar em
qualquer lugar, até o momento que o observamos. Só então que a incerteza sobre
a localização desaparece. De acordo com a perspectiva de Bohr sobre a mecânica
quântica, quando medimos uma partícula, ela é “forçada” a mostrar todos os
lugares onde ela pode ter estado e selecionar uma localização especifica onde é
encontrada. A medição força a partícula a fazer essa escolha. Era isso que
perturbava Einstein, nós realmente acreditamos que, a realidade do universo,
depende do fato de abrirmos ou não os olhos.
E, em 1935, Einstein
achou que finalmente havia encontrado o “calcanhar de Aquiles” da mecânica
quântica. Era tão estranho e ia contra todas as ideias logicas sobre o
universo, que ele achava que isso seria a chave para provar que a teoria estava
incompleta. O entrelaçamento quântico.
O entrelaçamento é
uma previsão teórica que veio das equações da mecânica quântica. Duas partículas
podem se entrelaçar se estiverem muito próximas e suas propriedades se ligam.
Mesmo se estas forem separadas, cada uma em direções opostas, em teoria elas
continuam entrelaçadas, conectadas de forma inexplicável. Considere uma
propriedade dos elétrons chamada Spin. Diferentemente de um pião, um elétron
gira de uma forma completamente incerta, até que ele seja medido, assim como
outras propriedades quânticas. Na medição, nota-se que pode estar girando no
sentido horário ou anti-horário. Assim como uma roda que é alternadamente
vermelha e azul. Quando ela parar de rodar, o ponteiro vai parar aleatoriamente
no vermelho ou no azul. Agora imagine uma segunda roda. Se elas se comportassem
como duas partículas entrelaçadas, cada vez que uma parasse no vermelho, a
outra, com certeza, pararia no azul e vice-versa. Prevendo que uma delas estivessem muito
distantes, sem cabos ou transmissores, mesmo assim, uma delas sempre cairia no
vermelho e a outra no azul. Em outras palavras, se medir uma partícula aqui,
estaria afetando, não apenas ela, mas também a parceira entrelaçada, por mais
distante que ela esteja.
Para Einstein, este
tipo de conexão de “longo alcance” entre as partículas, era tão ridículo que
ele a chamava de “ação fantasmagórica à distância”. Ele concordava que as
partículas entrelaçadas existem, mas achava que havia uma explicação mais simples
de porque elas eram ligadas que não envolvessem misteriosas conexões à
distância. E insistiu que as partículas entrelaçadas eram mais como um par de
luvas.
Imagine que alguém
separe um par de luvas, colocando cada uma em uma em um estojo e depois os
separa a uma longa distância. Quando alguém abrir um deles vai achar uma luva,
supondo a direita, e vai saber então que a esquerda está em um lugar qualquer,
mesmo que ninguém o veja. O fato de olhar para a luva não as afetaram. E assim
Einstein pensava, a configuração dos elétrons devem ter sido determinadas no
instante em que eles foram separados... Porém, quem estava certo, era Niels
Bohr.
Medir uma partícula
pode mesmo afetar seu par distante como se a distância entre eles não
existisse.
Então, se o
entrelaçamento é real, é possível utilizar a “ação fantasmagórica à distância”
para algo útil?
Os humanos sempre
tiveram o sonho de transportar pessoas e objetos de um lugar para o outro sem
percorrer o espaço entre eles. Em outras palavras, teletransporte.
Como o
entrelaçamento pode torna-lo possível?
Alguns testes já
estão sendo realizados nas ilhas Canárias, na costa da África. Anton Zeilinger
Está longe de teletrasportar qualquer ser humano. Mas ele está tentando usar o
entrelaçamento para tentar teletrasportar pequenas partículas, neste caso,
Fótons. Ele começa gerando um par de partículas entrelaçadas no laboratório da
ilha de La Palma. Um fóton fica na ilha, enquanto o outro, é enviado por
telescópios guiados a laser para a ilha de Tenerife. A 144km de distância.
Depois, Zeilinger, traz um terceiro fóton, o qual ele quer teletrasportar. Ele
faz com que ele interaja com o fóton entrelaçado que está em La Palma. A equipe
estuda a interação quântica das duas partículas e, aqui está a parte
interessante, por causa da ação à distância, a equipe é capaz de usar a
comparação para usar o fóton entrelaçado na ilha de Tenerife em uma cópia
IDENTICA ao terceiro fóton.
Vai ser como se o terceiro
fóton tivesse sido teletransportado pelo mar, mas sem percorrer o espaço entre
as ilhas. Usando esta técnica em outros lugares, Zeilinger conseguiu transportar
milhares de partículas. Mas será que podemos ir além?
Já que somos feitos
de partículas, este processo poderia tornar possível o teletrasporte humano? Em
teoria, o entrelaçamento pode fazer com que isso seja possível algum dia.
Digamos que eu
queira ir para Paris para um almoço rápido. Eu precisaria de uma câmara de partículas
aqui que estivesse entrelaçada com outra em Paris. A cabine desta câmara funcionaria
como um scanner ou aparelho de fax. Enquanto o dispositivo varre o enorme número
de partículas do meu corpo, ele estaria varrendo também as partículas na outra câmara
e criaria uma lista que compara o estado dos dois conjuntos de partículas. O entrelaçamento
entra em ação e, por causa da “ação fantasmagórica à distância”, esta lista
também revelaria como o estado original das minhas partículas estaria relacionado
com as partículas em Paris. A operadora do dispositivo teria que mandar esta
lista para Paris e lá, eles usariam esta informação para reconstruir o estado quântico
de cada uma das minhas partículas. E a nova eu, seria materializada. As partículas
não viajaram de Belo Horizonte para Paris, o entrelaçamento permite que meu
estado quântico seja extraído em BH e reconstituído em Paris. Ou seja, uma
réplica exata de mim mesma. E a medição dos estados quânticos de todas as partículas
em BH destruiu o “eu” original. O protocolo para o teletransporte quântico exige
que o objeto que está sendo teletransportado, seja destruído no processo. E por
isso pode ser que a sua aparência não seja exatamente a mesma do original. Mas será
que a cópia que chega a Paris seria realmente eu?
Não deveria existir
nenhuma diferença entre o original e a cópia. De acordo com a Mecânica Quântica,
não são as partículas físicas que fazem com que eu seja eu. São as informações
contidas nas partículas e essas informações foram teletransportadas pelas trilhões
e trilhões de partículas que compõem o meu corpo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
SOL + ÁGUA = SOL MAIS QUENTE?
Ao contrário do que muitos pensam, o sol não é uma bola de fogo.
Toda energia é proveniente da fusão
nuclear, que basicamente átomos de hidrogênio se fundem, formando hélio,
devido a altíssima pressão e temperatura no núcleo.
Mas será que tem como apagar o Sol com
água?
É notória a diferença entre o fogo e o sol que, respectivamente, um é
resultado de uma combustão enquanto o plasma no Sol é resultado da fusão
nuclear. A água apaga o fogo porque ela abaixa a temperatura do corpo em
combustão para abaixo do ponto de ignição, como consequência, o corpo abaixa a
temperatura e a água aumenta devido a troca de calor. Mas se a água atingir o
ponto de ebulição antes de conseguir abaixar a temperatura do corpo para baixo
do ponto de ignição, ela evapora e o fogo continua. E por isso eu me perguntei,
com quanto de água seria necessário para começar a apagar o Sol? Nada mais
justo que a mesma massa do Sol, só que de água. 10^30 quilos de água!
E quando
juntássemos o Sol de água com o Sol, a água começaria a aquecer e o sol a
esfriar, uma troca de calor básica para equilibrar
termicamente o sistema. Porém, para apaga-lo é necessário que a temperatura
fique abaixo da temperatura de fusão e isso não acontece. A cada segundo o Sol
produz 3.8x10^26 Joules de energia, enquanto os 10^30 quilos de água
precisam de uma quantidade absurda de 4.55x10^33 Joules para aquecer a ponto de
evaporar. Graças a calorimetria, usando a formula Q = m.c.Δt (é uma aproximação grotesca mas funciona!),o
Sol esfriaria por 2083 horas, que seria o tempo necessário pra toda a água
evaporar. Porém, devido termos dobrado a massa do Sol, a pressão no núcleo
ficou ainda maior, fazendo com que todo o processo de fusão aconteça mais
rápido. Consequentemente ele ficaria ainda mais quente e luminoso. A água
vaporizada continuaria a aquecer até virar um plasma, as ligações de hidrogênio
se romperiam formando íon hidrogênio e íon oxigênio. Mais átomos de hidrogênios
significa ainda mais combustível para o Sol. Ele ficaria ainda mais quente e
mais luminoso! E o mais interessante, quanto mais água for jogada, mais quente
ele fica!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
O FUTURO DO SISTEMA SOLAR
Imagine que a espécie humana e o planeta Terra continuem bem
por tempo indefinido. Como seria o sistema solar no futuro?
As primeiras
mudanças acontecem no céu, as constelações estão em uma distância
suficientemente grandes de nós para que elas pareçam fixas no tempo de vida de
um ser humano. No entanto, dentro de cerca de 100 mil anos, mais da metade
delas vão se tornar irreconhecíveis. Isso acontece porque as estrelas não estão
fixas no céu, elas interagem umas com as outras gravitacionalmente e, portanto,
possuem uma velocidade. Aliás, se os seres humanos estiverem vivos até lá,
provavelmente nossos signos terão de ser alterados (PONTO PARA A ASTRONOMIA!).
Ainda se tratando
do céu, um milhão de anos é a estimativa máxima para que a estrela, gigante
vermelha, Betelgeuse exploda em uma super nova. E quando isso acontecer ela
deixará de ser a nona estrela mais brilhante do céu e se tornará a mais
brilhante, inclusive com um brilho maior do que o da Lua. As supernovas liberam
tanta energia e esta está tão perto do nosso Planeta, que é muito provável que
ela seja visível até de dia!Mas isso não acontecerá com o nosso Sol,
simplesmente, porque ele é uma estrela pequena que não possui massa o
suficiente para explodir. A atual expectativa de vida do Sol, aponta para que
ele tenha 10 bilhões de anos. Os primeiros 5 serão relativamente tranquilos, o
problema são os outros 5.
Estrelas são corpos
em equilíbrio hidrostático. Isso significa que a força gravitacional que tenta
fazer o sol ser compactado, é contrabalançada pela pressão interna proveniente
da fusão nuclear, que tenta fazer o Sol expandir. E esse equilíbrio é
relativamente estável, pelo menos enquanto o Sol estiver em sua fase de sequência
principal, que é quando ele funde hidrogênio em hélio. Vai chegar uma hora que
o hidrogênio vai acabar e todo o hélio que sobrou da fusão do hidrogênio precisa
de uma temperatura ainda maior para que a fusão nuclear ocorra. É nesse momento
que a fusão do hidrogênio para de acontecer, que a gravidade ganha e a estrela
começa a encolher. Quando isso acontece a pressão e a temperatura do núcleo
aumentam e isso permite que o hélio se funda em carbono.
O problema é que a fusão de hélio libera uma
quantidade de energia muito maior que a de hidrogênio e com isso, esse equilíbrio,
entre força gravitacional e pressão interna é quebrado novamente. E dessa vez,
a pressão interna ganha fazendo com que as camadas externas do sol se expandam,
tornando o Sol oficialmente em gigante vermelha. Até aqui, as orbitas de Mercúrio
e Vênus já terão sido engolidas e quando isso tiver acontecido, a Terra já não
vai ser habitável. A temperatura na superfície vai aumentar, os oceanos vão
evaporar e praticamente toda vida que nós conhecemos não será mais possível neste
planeta. Mas imagine que de alguma maneira a gente consiga “empurrar” a Terra
para uma orbita mais segura. Neste caso quem sabe estaremos vivos para
presenciar a colisão entre a Via láctea e Andrômeda.
Andrômeda é uma
galáxia que está situada a 2,4 milhões de anos luz daqui e as duas galáxias
estão em rota de colisão com uma velocidade relativa de aproximadamente 100km/s.
de acordo com simulações, a colisão acontecerá dentro de 4 bilhões de anos e o
céu noturno ficará simplesmente incrível! Principalmente porque estamos a uma
distância relativamente segura disso tudo. Embora colisão de galáxias sejam um
evento colossal, a probabilidade que duas estrelas colidam é muito pequena. A
estrela mais próxima do sol, por exemplo, fica a 4 anos luz daqui.
Ou seja, o espaço
interestelar é muito grande e muito vazio. Então provavelmente, nada de mal
aconteceria com os seres humanos por causa disso. O problema é alguma estrela
passar perto o suficiente para perturbar as orbitas dos planetas ou dos bilhões
de cometas que orbitam o sol no sistema solar. Se nós estivéssemos vivos até
aqui, dois desfechos são prováveis. Ou o planeta seria expulso do sistema solar
e jogado no espaço interestelar, então somente os organismos independentes da
luz do Sol sobreviveriam, como os extremófilos que vivem em fissuras no fundo
dos oceanos se alimentando de energia geotermal e geoquímica, ou a nossa nova
orbita em torno do sol corre o risco de ser inviável à vida.
Ainda que nós
consigamos sobreviver a isso tudo, existe algo do qual a gente não consegue
fugir, que é o próprio fim do universo. Nossos dados atuais nos mostram que não
há densidade de matéria suficiente para retardar e desacelerar o processo de
expansão do universo. As estrelas precisam de nuvens de gás para se formarem. Quando
supernovas ocorrem, elas liberam todo aquele material do qual ela se formou de
volta para o espaço. O problema é que estrelas, como o sol, não morrem em
supernovas, e essas, que são a maioria no universo, morrem de uma forma “egoísta”,
mantendo a maior parte dos átomos que ela utilizou para se formar confinados em
uma esfera densa.
Pulsares, anãs
brancas e buracos negros têm isso em comum. Ambos aprisionam uma parte da matéria
que os formou e não devolvem para o espaço. Ou seja, cada vez menos estrelas
estão se formando. Se os seres humanos e a Terra estivessem bem até lá,
chegaria uma hora em que a via láctea inteira só teria umas 100 estrelas
brilhando. O céu noturno estaria cada vez mais escuro, o universo iria esfriar e
eventualmente tudo alcançaria a mesma temperatura. E esse é o verdadeiro fim do
mundo, ou melhor, do sistema solar, ou melhor ainda, do universo.
O UNIVERSO É UM HOLOGRAMA?
No princípio não havia nada, de alguma maneira deste nada,
saiu tudo. Deste vibrante nada... matéria, energia, espaço, tempo, consciência,
mente, emergiram, saíram. Como é que algo tão inconsciente, como a matéria do
cérebro, pode alguma vez dar lugar a algo tão imaterial como uma experiência? O
medo dos físicos quânticos é o “Problema da medida”. O problema da medida é
este: um átomo só aparece em um lugar se você mede ele, em outras palavras, um
átomo é esparramado por todos os lados até que um observador consciente decide
olhar ele. Assim o ato de medir ou observação cria o universo inteiro. Se só os
seres conscientes podem ser observadores, então nós estamos interconectados intimamente
à mesma existência da realidade. Sem nós haveria só esta superposição de
possibilidades que se está expandindo, com nada definido nunca realmente
acontecendo. Não são milhões e milhões de gotas de energia e luz, fótons e
elétrons?
Eles compõem este mundo sólido tridimensional imaginário que não
existe nada de acordo com a Relatividade ou a Mecânica Quântica. E toda vez que
tentamos olhar além de um certo nível, o mesmo ato da observação muda a
trajetória delas, e além disso, quanto mais você olha partículas individuais,
mais você compreende que não há nenhuma tal coisa como um elétron. Um elétron
ou qualquer partícula elementar só existe em relação a outras coisas, como são
outras partículas ou o universo inteiro. Isso significa que quando você
mergulha profundamente na natureza da matéria, tudo o que nós sabemos sobre o
mundo cotidiano se dissolve. Não há nenhum objeto mais, há só relações. Não há
nenhuma localização mais, não há nenhum tempo mais. Quanto mais você olha algo
em detalhe, e o que nós pensamos ser matéria sólida, menos parece como sólida e
começa a parecer.
As únicas realidades que conhecemos são aquelas que nosso
cérebro fabrica. Um cérebro recebe milhões de sinais a cada minuto e nós os
organizamos como hologramas que nós projetamos para fora de nós mesmos e
chamamos de “realidade”. Se o córtex de cérebro também é um holograma
tridimensional, e se hologramas bidimensionais constroem imagens
tridimensionais, então, logo, resulta que hologramas tridimensionais
reconstroem estes de quatro dimensões.
Um holograma é uma metáfora. É o modo de tornar N dimensões
e reduzi-las em N-1 dimensões. É um modo de relacionar os paradoxos que achamos
em como fazer um salto deste conceito àquele conceito. As categorias
conceituais, digo, as palavras que usamos para descrever a realidade, são
fenômenos da nossa cabeça. Não estão “lá fora” e a maioria do tempo este é um
jogo de palavras filosófico. Quando você entra na física quântica começa a ter
reais efeitos e um desses é que foi descoberto que se você toma duas partículas
subatômicas, como elétrons, em circunstancias quando nós fazemos algo a um,
sempre afetará o outro não importa quanto aparte eles estão. Mas o que isso nos
conta, é que uma vez que a matéria é unida fisicamente, até mesmo quando é
separada depois, a energia continua lá os conectando. E isto é importante por
que se nós regressarmos para bastante longe no tempo, todas as partículas e
matéria deste universo inteiro que estão se expandindo, estavam todas
entrelaçadas em uma única partícula quase do tamanho de uma ervilha.
É o que a
ciência nos conta hoje, o que os modelos de computadores sugerem que se você
pudesse entrar no universo hoje e poderia tomar todas as partículas de matéria
e tomasse todo o espaço no meio, e reunisse isso tudo comprimindo, no tamanho
de uma única ervilha, significa que nós éramos todos parte daquela mesma
partícula que cria o universo inteiro hoje. E até mesmo que essas partículas
estão agora, separadas, e expandindo, e estudos mostram que estão,
energeticamente somos todos ainda unidos.
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